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Século·Perdido

Como isto funciona

O problema clássico da teoria de fandom é que ela é elástica: se molda a qualquer capítulo novo e nunca pode estar errada. Este arquivo foi construído para tornar isso impossível.

Átomo

Uma afirmação verificável sobre a obra, com fonte, capítulo e confiabilidade declarada. Não interpreta. Se não existe átomo, a afirmação não pode ser feita — nem por quem escreve.

Hipótese

Uma proposição sobre o mistério, ligada aos átomos que a apoiam e aos que a contradizem, com previsões que podem dar errado. Sem previsão falseável, não entra.

Red team

Cada hipótese é atacada por um leitor hostil que não vê os argumentos a favor — só o enunciado, as previsões e a base de evidência. O relatório de ataque fica publicado junto.

Portão

Um validador sem IA recusa o commit se uma citação apontar para átomo inexistente ou se a justificativa não corresponder ao texto citado. É o que impede alucinação de virar conteúdo.

Curador

Alguém decide e assina. O cálculo é insumo, não veredito — um número que muda sem justificativa escrita é inválido, e a justificativa fica versionada junto com o dado.

Quem escreve isto

Os átomos, as hipóteses e os ataques são redigidos por agentes de LLM a partir das fontes permitidas, sob uma regra que vale mais que todas as outras: o que o modelo lembra não é fonte. Se uma cena não tem átomo, ela não pode ser afirmada — nem por quem escreve. É o oposto do uso comum de IA para teoria de fandom, em que o modelo despeja o que acha que lembra. O validador existe justamente porque essa regra precisa ser executável, e não apenas prometida.

O ranking aguenta?

Três testes rodam contra o próprio resultado, e os números ficam publicados mesmo quando são desconfortáveis.

testeo que fazresultado
perturbarsacode todos os pesos e prioris em 2000 sorteios a líder vence em 100%
removertira um átomo por vez e remede nenhum troca o líder
recenciajoga fora tudo acima do capítulo 1100 a mesma hipótese lidera

Nem sempre foi assim: nas rodadas anteriores a líder vencia 97,9%, depois 82,1%, depois 66,5% — e houve um momento em que ela caía para penúltima ao cortar o arco em publicação. O que consertou não foi o modelo, foi extrair 74 átomos de arcos antigos.

O furo que ainda está aberto

O cálculo trata cada elo como independente, e não é. Um mesmo átomo costuma alimentar várias hipóteses — inclusive hipóteses que se declaram concorrentes. Medindo quanto do apoio de cada uma vem de evidência compartilhada:

hipóteseapoio emprestadobase própria
H-05 (a líder)71,4%2,08
H-0255,0%1,44
H-0340,9%2,08
H-0430,9%8,72
H-0823,9%5,70
H-140,0%4,62

Contando só evidência exclusiva, a ordem vira H-08 > H-04 > H-14 > H-11 > H-09 > H-05 — a líder cai para sexto. E há onze átomos que apoiam pares de hipóteses declaradamente concorrentes, ou seja, evidência que não discrimina sendo contada como positiva dos dois lados. Isso não invalida o ranking, mas muda o que ele significa: uma hipótese com base emprestada sobe junto com as rivais em vez de vencer delas.

Este furo foi encontrado por um agente analisando o grafo, não pelos testes de sensibilidade — que medem os pesos, nunca a estrutura. Está publicado aqui antes de estar consertado.

O que não sabemos

Três limites que o próprio arquivo mede e publica, em vez de esconder.

A porcentagem assume que a resposta certa está entre as hipóteses listadas. Essa é a premissa mais frágil de todas, e nenhum teste estatístico a alcança — só formular alternativas novas.
Boa parte da evidência vem do arco em publicação, e leitura recente pesa mais do que deveria. O cálculo limita quanto um mesmo arco pode empurrar, e o resultado é medido a cada rodada.
Tradução é a superfície de ataque mais barata: várias correções aqui vieram de descobrir que a paráfrase em inglês tinha uma palavra que o japonês não tem.

Acompanhar

O arquivo é atualizado a cada capítulo novo. O histórico do repositório é parte do projeto: o valor não é a teoria final, é o rastro de uma hipótese subindo e caindo ao longo dos capítulos. Estado atual: capítulo 1190, 289 átomos.